sábado, 16 de junho de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Jack 3d, o que realmente é?

Olá, queridos leitores!


            Hoje explicaremos então um pouquinho sobre um produto que vem sendo muito utilizado na prática esportiva e que ganhou fama nas academias, o Jack 3d.
       Atualmente, grande quantidade de produtos “mágicos” são oferecidos pela indústria de suplementação, fato que deixa muitos praticantes de atividade física confusos no que se diz respeito à escolha do suplemento mais eficiente para seu caso específico,  se realmente funciona e quais são os riscos e reações adversas.


Quando pensamos em suplementação, temos sempre que relacioná-la com a alimentação equilibrada. Os suplementos, como já abordado aqui no blog , nada mais são do que compostos isolados de determinadas substâncias presentes nos alimentos ou no nosso organismo e que são inseridos na dieta com objetivos específicos. Esse é o motivo de existir uma uma análise criteriosa de cada componente do suplemento antes de ser consumido. Basicamente, é preciso analisar o que é e para que serve cada item e seus respectivos efeitos colaterais.

         A promessa que é feita na venda do Jack3d é que ele é um suplemento pré-treino, que irá te fazer ficar mais focado, levantar mais peso e te dar energia duradoura para treinos efetivos e intensos. Pode ser classificado como "Otimizador Metabólico". É para ser usado antes do treino (cerca de 15-30 minutos) e promete disposição, energia, vasodilatação (para melhorar o transporte de nutrientes nos vasos sanguíneos), força e recuperação das fibras musculares.

       Para validar ou revogar essa informação, buscamos estudos com bases mais científicas sobre o Jack3d. Porém, nas pesquisas feitas não encontramos dados experimentais com esse suplemento. O mais sensato então, será analisar sua composição isoladamente.
    Os componentes do Jack 3d são divididos basicamente em 2 complexos e componentes independentes. Vamos falar um pouco sobre a composição, os efeitos e ações de cada um.



COMPLEXO I: Y-RD™ (153,33 mg)

1.    1,3 DIMETHYLAMYLAMINE

           Dimethylamylamine ou Methylhexaneamine. É um composto do óleo da flor de Gerânio vendido pela indústrias de suplementação como alimento dietético. Quando isolada em laboratório, normalmente é utilizada como descongestionante nasal, por via oral ou nasal, por causa do seu efeito vasoconstritor.
               No entanto, essa droga não é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, pela falta de estudos conclusivos sobre sua dose segura e pelos efeitos estimulantes sobre o SNC semelhantes ao das anfetaminas e efedrina, o que pode ocasionar dependência.
Alguns efeitos adversos sérios como dores de cabeça, náuseas e atém mesmo acidente vascular cerebral (AVC) foram relatados.
      Devido a fatos como esses, a partir de 2010, a World Anti-Dopping Agency incluiu a Dimethylamylamine na lista de substância de uso ilegal.

2.    DIBENZO

       Essa substância faz parte de um grupo de medicamentos (Benzodiazepinas) utilizados para tratamento de ansiedade, amnésia ou como sedativos, hipnóticos e relaxante muscular. Tem uma grande capacidade de deprimir o SNC, diminuindo a atividade cerebral.
        Efeitos colaterais possíveis: Sedação, euforia, amnésia, baixa percepção do perigo, aumenta os efeitos do álcool no organismo, confusão mental, hipotermia (diminuição da temperatura corporal), dependência, aumento da agressividade, ataxia (falta de coordenação nos movimentos), alucinações, entre outros.

3.    SCHIZANDROL A

            O Schizandrol A atando juntamente com o Dibenzo, alteram o funcionamento cerebral, inibindo o sistema nervoso central.
        Essa substância provoca uma elevação nas concentrações de neurotransmissores como a dopamina e serotonina no cérebro, causando um aumento na sensação de prazer e bem estar.





É MUITO IMPORTANTE DESTACAR QUE TODAS AS SUBSTÂNCIAS PRESENTES NO COMPLEXO 1 ATUAM DIRETAMENTE NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, PODENDO CAUSAR DEPENDÊNCIA.



COMPLEXO II: ATP-Carnosina-Vaso Complex™ (3500,00 mg)

1.    ALFA-CETOGLUTARATO

    Conhecido também como Ácido Alfa-Cetoglutarato. Participa da formação de energia celular sendo uma peça chave e um intermediador do Ciclo de Krebs (ciclo formador de energia dentro das células nas mitocôndrias). Além de regular a produção de energia, esse ácido é capaz de formar o ácido glutâmico ou Glutamina, aminoácido essencial para controlar a reparação de tecidos no corpo (pele, músculos e outros) e manter as funções do sistema imunológico.

2.    BETA ALANINA

    A Beta alanina  é um aminoácido não essencial presente no nosso organismo. Tem participação em grande parte das vias metabólicas, como as vias dos carboidratos, das proteínas e dos lipídeos. Reconhece os nutrientes que serão farão parte da regulação da atividade enzimática, participa do metabolismo do Triptofano (aminoácido precursor de Serotonina) e também auxilia no aumento da síntese proteica (formação de novas proteínas).

3.    ARGININA

    Assim como a Beta alanina, a Arginina é também um aminoácido presente no nosso organismo, no entanto é classificado como aminoácido essencial ( não sintetizado pelo próprio organismo).
    A arginina é o precursor imediato do Óxido Nítrico que é um composto capaz de promover  o relaxamento dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial. Também é importante para produção de creatina e tem papel fundamental na divisão celular (mitose e meiose), na cicatrização de feridas, na remoção de amônia do corpo, no sistema imunológico e na produção de alguns hormônios.

4.    CREATINA MONOHIDRATADA


    A creatina é um composto encontrado nas fibras musculares na de forma de creatina fosfato (CP) devido à presença de uma molécula de fosfato em sua estrutura. Sua suplementação geralmente é utilizada em modalidades esportivas que requerem grande produção de força de maneira rápida e instantânea. Nos alimentos é encontrada em maiores quantidades nas carnes em geral, tendo maior presença em carnes vermelhas.




OUTROS INGREDIENTES PRESENTES:

1.    ÁCIDO CÍTRICO


     O ácido cítrico é um antioxidante encontrado na maioria das frutas, sobretudo nas mais cítricas, limão, laranja, acerola.
    Sua função é ajudar a remover os átomos de oxigênio que “sobram” no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento no combate aos radicais livres.



2.    SUCRALOSE

    É um adoçante derivado do açúcar, bastante utilizado em bebidas de baixa quantidade calórica.

3.    ACESULFAME-K

    Adoçante dietético bastante utilizado em doces, bebidas e chicletes. Não é metabolizado pelo organismo humano, sendo eliminado com a mesma forma em que foi ingerido.



    Pode-se dizer que atualmente na indústria da suplementação não existem ainda muitos estudos comprovando a eficácia de alguns produtos como o Jack 3d, analisados hoje aqui no blog. Estes suplementos acabam sendo consumidos de maneira errada pelas pessoas, podendo acarretar em problemas sérios no organismo humano.



     Portanto, mais uma vez, enfatizamos que é essencial ,quando se trata de eficiência e segurança,  SEMPRE PROCURAR A ORIENTAÇÃO DE UM NUTRICIONISTA qualificado para entender se existe realmente uma  necessidade de suplementar alguma substância para ajudar na eficiência e nos resultados de seu treino e para identificar qual tipo de produto e qual a dosagem mais adequada para você levando em consideração suas necessidades específicas.


   Esperamos ter esclarecido algumas dúvidas de vocês! Fiquem atentos para novas postagens e até mais (:


Por Marcela Facundes de Novais

Referências:

Google images
http://www.einstein.br/biblioteca/artigos/141%20%20142.pdf
http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=209563&indexSearch=ID
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2000000200006&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbp/v26n1/a08v26n1.pdf


quinta-feira, 14 de junho de 2012 | 1 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Creatina

         
  A creatina é um suplemento bastante utilizado entre os praticantes de musculação com o intuito de aumentar a massa muscular, é bastante procurado devido à sua eficiência e um custo relativamente baixo em relação a outros suplementos. O objetivo deste post é esclarecer o que é a creatina e como ela age no corpo humano proporcionando o aumento da massa corpórea e seus diversos efeitos.

                    
  Existem muitas dúvidas com relação a qual tipo de composto seria a creatina, se é uma proteína ou algum outro composto mais conhecido pelos leigos. A creatina é sintetizada no fígado, rins e pâncreas, é um composto nitrogenado derivado dos aminoácidos glicina, arginina e metionina, encontrado principalmente no músculo esquelético. Tanto em sua forma livre quanto fosforilada, a creatina exerce função relevante na regulação da homeostase do metabolismo energético muscular, sendo fundamental para a contração muscular.

 O ATP é a forma universal de energia utilizada pelas células para a realização de suas funções biológicas, mas o estoque de ATP no corpo é limitado, e por isso é preciso que seja constantemente ressintetizado para fornecer a energia necessária para esse trabalho biológico. Uma parte da ressinteze de ATP é obtida direta e rapidamente através de um outro comprosto rico em energia: a creatina fosfato. A creatina fosfato é similar ao ATP, pois quando rompida libera uma quantidade significativa de energia formando creatina e fosfato. A mobilização de energia proveniente do pool de fosfatos, ATP e de creatina fosfato é importante na determinação da habilidade de um indivíduo em gerar e sustentar o exercício de máxima intensidade em intervalo de tempo relativamente curto, como no caso da musculação. A creatina fornece energia para que o exercício possa ser completado adequadamente no final das repetições, aumentando a eficiência do exercício, já que o estoque de ATP só fornece para os primeiros 3 a 5 segundos de exercício. 

                                                       

  A creatina provoca uma grande retenção hídrica para dentro das células, dando uma sensação de inchaço, aumentando a massa corpórea. Porém essa drenagem de água para dentro da célula pode sobrecarregar o fígado e os rins. Por isso deve-se estar sempre bem hidratado, antes, durante e após o exercício e não ingerir bebida alcoólica para que não haja problemas no fígado e nos rins.

                                                     

  A suplementação de creatina é recomendada a atletas que praticam provas curtas, repetitivas, de máxima intensidade. A dose inicial recomendada a atletas, durante uma semana é de 15 a 30 g/dia. Após este período, 2 a 5 g/dia são recomendados para a manutenção. Não é recomendável o consumo de creatina por um período superior a 3 meses; deve-se dar um intervalo de pelo menos 1 mês entre os períodos de suplementação.


Por:
Isabela Feitosa


Fontes: 
Livro: Nutrição: Fundamentos e aspectos atuais
quarta-feira, 13 de junho de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Hematose

Durante os nossos estudos, desde o ensino fundamental, sempre ouvimos falar que a maioria dos organismos vivos é aeróbia. Mas o que isso realmente quer dizer?

Respiração

A dependência metabólica de alguns gases (principalmente oxigênio e gás carbônico) é uma característica em comum de todos os animais e da maioria dos seres vivos. Nos mamíferos, a respiração é denominada pulmonar, pois realiza o processo de absorção de oxigênio e excreção de gás carbônico através dos pulmões. O Cérebro coordena a respiração involuntariamente, utilizando os níveis de pH sanguíneo para verificar a necessidade de oxigênio.            
O organismo utiliza soluções tampão no sangue para detectar contra alterações da acidez. O tampão mais importante do sangue utiliza o bicarbonato (um composto básico) que se encontra em equilíbrio com  o dióxido de carbono (um composto ácido). À medida que mais ácido (CO2) ingressa na corrente sanguínea com a excreção das células, mais bicarbonato deve ser produzido, ou mais CO2 deve ser excretado para fora do corpo.


À medida que mais base entra na corrente sanguínea, mais dióxido de carbono e menos bicarbonato são produzidos, ou seja, menos a excreção de CO2. Em ambos os casos, o efeito sobre o pH é minimizado pelo tampão. O dióxido de carbono é um subproduto importante do ciclo de Krebbs e, consequentemente, é produzido constantemente pelas células. O sangue transporta o dióxido de carbono até os pulmões utilizando a Hemoglobina aderida ao CO2 (11% do gás), dissolvido no plasma sanguíneo (8%) e como íon Bicarbonato (81%), responsável pela variação do pH do sangue. Os centros de controle respiratório localizados no cérebro regulam a quantidade de dióxido de carbono que é expirado, controlando a velocidade e “profundidade” da respiração.



 Hematose

A hematose é o fenômeno da troca de gases que ocorre no interior dos alvéolos pulmonares e consiste na conversão do sangue venoso (rico em gás carbônico) em sangue arterial (rico em oxigênio). Essa conversão nada mais é do que a difusão passiva a favor do gradiente Nos alvéolos pulmonares a concentração de oxigênio é bem maior do que a dos capilares sanguíneos, por isso o gás oxigênio presente nos alvéolos passa para os capilares sanguíneos. 



       Depois, penetra nas hemácias e se combina com a hemoglobina, pigmento respiratório que apresenta quatro cadeias de aminoácidos combinadas com um grupo que contém ferro (o grupo heme). Esse pigmento recebe como nome Oxi-hemoglobina após a junção com o oxigênio, permitindo o transporte desse gás até os tecidos sem ocorrer a formação de êmbolos.

          Exercício

       Durante o exercício, como já foi dito no blog, a necessidade energética aumenta, e portanto o ciclo de Krebbs se torna mais ativo. Para a produção de suas enzimas e coenzimas, uma outra via produtora de ATP é ativada, a Cadeia de transporte de elétrons. A maior necessidade de oxigênio encontra-se nessa via, pois na falta das coenzimas do Oxaloacetato, o Piruvato se converte em Lactato e dificulta a entrada no ciclo de Krebbs. O aumento da necessidade de Oxigênio juntamente com a grande excreção de gás carbônico decorrente do metabolismo, ativa alguns mecanismos que aumentam a taxa respiratória do indivíduo, como expansão da área de contato dos alvéolos, melhora na contração dos músculos lisos do pulmão devido a adrenalina, respiração ofegante (rápida e curta) e até mesmo o bocejo, que é um mecanismo de defesa para a baixa absorção de oxigênio em ocasiões críticas.
       Como a respiração adequada para o exercício é essencial para um bom desempenho, existem técnicas para melhorá-la, já que além dos músculos pulmonares lisos, um músculo esquelético está envolvido na respiração, e pode ser controlado e exercitado para melhor respiração. O relaxamento, alongamento e concentração são necessários para aprender a respirar bem, por isso muitos sites de Yoga e Shiatsu, entre outros, ensinam os princípios da respiração correta.


Por Lucas Ferreira

Fontes:
sexta-feira, 1 de junho de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Vitamina C na prática esportiva



Olá, leitores assíduos!

            Hoje iremos falar um pouquinho sobre os efeitos da vitamina C no organismo humano e suas influências na atividade física. Vejamos:

            Durante a prática esportiva, existe uma consequente liberação maior de radicais livres. E o que são radicais livres? Pode-se dizer que são átomos ou moléculas em desequilíbrio, altamente reativos, com  um ou mais elétrons não pareados, que vêm em busca de outro elétron. Ao tentar seu equilíbrio, o radical livre vai na direção de outro elétron, que pode estar na membrana ou no DNA do núcleo.

           Dados experimentais confirmam que durante a prática de atividade física prolongada de alta intensidade pode-se aumentar em 10 vezes ou até mais o consumo de oxigênio nos músculos, o que intensifica a produção de radicais livres, gerando lesão das células e tecidos. Essas lesões podem ocorrer pois as moléculas de oxigênio, na necessidade desesperada de se estabilizar quimicamente, formam o superóxido que, por sua característica polar, acaba danificando as membranas celulares e os tecidos.  


       


       E isso não para por ai! Os indivíduos que praticam exercícios de forma intensa e extrema podem ter um aumento no risco de doenças respiratórias, pois os radicais livres produzidos durante o exercício afetam negativamente o sistema imunológico. Mas e agora? Quem poderia ser utilizado para regenerar este sistema? A vitamina C. 






           O ácido ascórbico (Vitamina C) é considerado um dos mais potentes antioxidantes,  podendo atuar juntamente com as vitaminas A e E, por sua capacidade em doar elétrons e inibir os radicais livres, diminuindo em até 30% o estresse oxidativo. 
Outro fato relacionado à vitamina C, é que ela tem papel essencial no tecido conjuntivo, cartilagem e tecido ósseo (auxiliando na formação de colágeno), tecidos altamente essenciais no desempenho de um atleta.              
             Estudos demonstraram que a suplementação com a vitamina C por um tempo prolongado pode causar benefícios em relação à dor e à lesão muscular, e ainda melhora a condição física, pois, participa do retardo do inicio da fadiga. 




             Em condições normais, nosso organismo utiliza de 3 a 4% da vitamina ingerida, já o atleta de atividades intensas, tem um consumo de até 70%.
            Mas com nem tudo é perfeito, existem os efeitos colaterais de uma superdose da Vitamina C: diarreia e distúrbios gástrico-entéricos, excreção de oxalato e formação de cálculos renais, excreção de ácido úrico, aumento na absorção de ferro podendo levar a uma sobrecarga, diminuição nos níveis de vitamina B12 e cobre, aumento na demanda de oxigênio e até mesmo efeitos pró-oxidantes são alguns deles.
           Por essas consequências torna-se essencial o acompanhamento especializado para sua suplementação para que chance de um efeito adverso seja menor.
           A vitamina C é sintetizada pelas plantas e pela maioria dos mamíferos, porém, nós seres humanos não a sintetizamos, daí a necessidade de sua ingestão diária através da dieta.
           O mais indicado seria a ingestão diária de alimentos ricos nesta vitamina ou usar a suplementação conforme indicação de um nutricionista. Estudos confirmam que ela é melhor absorvida em menores doses e várias vezes ao dia, dessa forma as dosagens plasmáticas serão mantidas constantes ao longo de todo o dia.
          Boas fontes alimentares de vitamina C são, além de todas as frutas cítricas, o tomate, a pimenta vermelha, o rabanete, hortaliças de folhas verdes, manga, kiwi, melão, couve-flor, batatas, mamão, morangos, entre outros tantos. 



            É importante dizer que para exercer sua função antioxidante, a vitamina C em forma de ascorbil, deve estar sempre associada a outros antioxidantes, caso contrário ela terá um efeito oxidante.
          Vale lembrar mais uma vez que qualquer tipo de suplementação deve ser acompanhada de perto por um nutricionista. Então é isso, vida saudável com alta performance!


          Até mais!
Por Marcela Facundes de Novais

Referências:


Livro: Dieta Ortomolecular – Dra. Sylvana Braga. Novo século editora
Livro: Nutrição no esporte – Marcelo Saldanha e Reury Frank Pereira- Coleção Alta performance

Termogênicos

Dia após dia, inúmeros métodos para perder peso e queimar aquela gordura localizada surgem, alguns deles sem nenhuma base cientifica, enquanto outros são comprovados a funcionam, como é o caso dos termogênicos. Alimentos termogênicos são basicamente alimentos que aumentam a temperatura corporal e o metabolismo auxiliando assim um maior gasto energético.





Metabolismo é a quantidade de calorias que seu corpo utiliza para manter-se, essa taxa pode ser aumentada com a ingestão de alguns alimentos, como a pimenta, a canela, o chá verde e o gengibre. Por serem termogênicos, eles possuem um principio ativo de compostos adrenérgicos, que provocam aceleração nos batimentos cardíacos e mais disposição para atividades físicas e mentais, ocasionando um aumento de cerca de 1 grau na temperatura corpórea. Por estar acima dessa temperatura o corpo tem que, a partir de gasto energético, restabelecer o ideal. A energia necessária para essa regulação térmica corporal é proveniente do tecido adiposo, por isso os alimentos termogênicos são conhecidos como queimadores de gordura. Além de gerar esse aumento na temperatura corporal os termogênicos, por serem difíceis de metabolizar, obrigam o organismo a gastar mais energia com sua digestão.






Atualmente, suplementos alimentares termogênicos vêm sendo desenvolvidos para buscar melhores resultados na perda de peso e no desempenho de atividades físicas, porém cuidados devem ser tomados na busca de um suplemento que esteja de acordo com a lei e principalmente com a saúde. Existem dois tipos de suplementos termogênicos, os com efedrina e os sem. A efedrina é um composto muito usado nesses tipos de suplementos, pois maximiza os resultados desejados, porém trazem riscos graves, que ocasionaram na proibição desse composto no Brasil e na maioria dos estados norte americanos. Esse composto é uma amina similar aos derivados sintéticos da anfetamina, ela faz o metabolismo acelerar, queimando mais gordura, mas causa uma forte dependência, seu uso contínuo causa perda de apetite, insônia. A superdosagem pode causar alucinações, tremores, alterações de humor, tontura, taquicardia, hipertensão e até levar a morte.
Por isso, antes da escolha de qualquer suplemento, a consulta com um nutricionista é de extrema importância. E o uso de algum suplemento termogênico não dispensa uma alimentação saudável e a pratica regular de atividades físicas , uma vez que o uso isolado desse tipo de suplemento não cause efeitos significativos no emagrecimento. A atividade física tem o melhor efeito termogênico no corpo, pois ela eleva a temperatura corporal significativamente. Alimentos e suplementos termogênicos são aliados, mas não milagrosos.




Por Victor Leão




Fontes:
Google imagens

terça-feira, 29 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Exercícios durante a gravidez



  Como todos sabem, o período de gestação é um período de drásticas mudanças no corpo da gestante, mas é bom ressaltar que gestação não caracteriza invalidez. Muitas gestantes praticam atividades físicas moderadas que não causam um estresse fisiológico como caminhada, natação e dança aeróbica.



                    


  A gravidez em seu estágio um pouco mais avançado apresenta uma série de problemas para a gestante; como a mudança de centro de gravidade, o aumento de peso, aumento da curvatura lombar da coluna (lordose), rotação anterior da pelve. A prática de exercícios físicos moderados pode aliviar essas tensões na coluna e aumentar a flexibilidade, e ainda proporcionar  num período de descanso após o exercício o relaxamento muscular e mental, aliviando o estresse causado pela gestação.

  Dentre todos os benefícios causados pelo exercício nesse período, um dos mais almejados é o controle de peso! Com a prática dessas atividades o condicionamento físico aumenta; os efeitos estimulantes diretos da progesterona e a maior sensibilidade dos quimiorreceptores ao dióxido de carbono contribuem para a “hiperventilação” materna do exercício que eleva a reserva ventilatória da mãe e possivelmente inibe a dispnéia do esforço. A ativação dos grandes grupos musculares propicia uma melhor utilização da glicose e aumenta simultaneamente a sensibilidade à insulina, o que diminui os riscos dos bebês nascerem com sobrepeso.



                                                      


  É importante relembrar que a intensidade ou a regularidade com que se pratica os exercícios varia de acordo com o período de gravidez. É fundamental consultar um médico e um profissional de educação física para executá-los corretamente e saber se há condições de fazê-lo.

         Interromper o exercício e procurar orientação médica quando:

 - sinal de sangramento ou jato de líquido através da vagina;
- Fadiga excessiva, palpitações ou dor torácica;
- anemia, diabetes tipo I obesidade, gravidez múltipla e fumo;
- hipertensão induzida pela gravidez;
- histórico de dois ou mais abortos espontâneos ou partos prematuros;
- ingestão excessiva de álcool.


                                                                                                                         Por
Isabela Feitosa

Fontes: 
Livro: Fisiologia do exercício; energia, nutrição e desempenho humano.
segunda-feira, 28 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Anabolizantes, o que são?

             Muitas pessoas ouvem falar das chamadas "bombas", os esteróides androgênicos anabólicos (EAA), ou simplesmente anabolizantes, mas pouco realmente se é divulgado acerca de tais hormônios. Felizmente, a maior parte do pouco que sai na mídia exalta os pontos negativos do uso dos esteróides, embora na cultura popular, passada de boca em boca por praticantes de musculação, muitas vezes o que se ouve é justamente o contrário, um incentivo à utilização de anabolizantes, com promessas tentadoras de resultados muito rápidos em termos de ganho de massa.
           Tal fato não é uma inverdade, porém, é questionável o saldo positivo entre o uso de esteróides, afim do ganho de massa muscular rápido, e seus efeitos colaterais, que podem ser devastadores, levando até mesmo à morte.

         Mas afinal, o que são exatamente os tais anabolizantes? Precisamente, são uma classe de hormônios naturais ou sintéticos que promovem crescimento e divisão celulares rápido, especialmente dos tecidos ósseo e muscular, resultando assim num ganho de massa rápido. São geralmente derivados do hormônio sexual masculino, a testosterona. O uso promove o anabolismo, que é um processo metabólico que resulta em crescimento celular.




      Embora pareça inofensivo, o uso de esteróides anabolizantes pode causar consequências gravíssimas ao corpo humano.        Os esteróides anabólicos podem produzir inúmeros efeitos fisiológicos incluindo efeitos de virilização, maior síntese protéica, massa muscular, força, apetite e crescimento ósseo. Os esteróides anabolizantes também têm sido associados a diversos efeitos colaterais quando forem administrados em doses excessivas, e esses efeitos incluem a elevação do colesterol (aumenta os níveis de LDL e diminui os de HDL), acne, pressão sanguínea elevada, hepatotoxicidade, e até mesmo alterações na morfologia do ventrículo esquerdo do coração.

          Os mecanismos de ação diferem dependendo do esteróide anabólico específico. Diferentes tipos de esteróides anabólicos se ligam ao receptor de andrógeno em diferentes graus, dependendo de sua fórmula química. Alguns esteróides anabólicos não reagem fortemente com o receptor de andrógeno, usando a síntese proteíca ou glicogenólise para sua ação, enquanto outros esteróides reagem fortemente com o receptor de andrógeno.

           O uso de anabolizantes só é recomendado, e de alguma forma benéfico, a pacientes com alguma doença degenerativa, ou em reposição hormonal. Em alguns, casos, até mesmo para astronautas que permaneceram longos períodos no espaço.

          Enfim, a conclusão final é de que é extremamente recomendável que NÃO se utilize de meios "fáceis" para ganho de massa muscular. Afinal, o resultado pode ser rápido, mas alguns efeitos podem sair caros demais. Além disso, nada é mais satisfatório que o resultado desejado obtido após o real esforço na academia, sem o uso de anabolizantes!

                                                                                                    Por Mateus de Oliveira Braga



FONTES:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-os-anabolizantes-agem-no-organismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Esteroide_anabolizante#Mecanismo_bioqu.C3.ADmico

http://anabolizantes-sao.blogspot.com.br/