quarta-feira, 13 de junho de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Hematose

Durante os nossos estudos, desde o ensino fundamental, sempre ouvimos falar que a maioria dos organismos vivos é aeróbia. Mas o que isso realmente quer dizer?

Respiração

A dependência metabólica de alguns gases (principalmente oxigênio e gás carbônico) é uma característica em comum de todos os animais e da maioria dos seres vivos. Nos mamíferos, a respiração é denominada pulmonar, pois realiza o processo de absorção de oxigênio e excreção de gás carbônico através dos pulmões. O Cérebro coordena a respiração involuntariamente, utilizando os níveis de pH sanguíneo para verificar a necessidade de oxigênio.            
O organismo utiliza soluções tampão no sangue para detectar contra alterações da acidez. O tampão mais importante do sangue utiliza o bicarbonato (um composto básico) que se encontra em equilíbrio com  o dióxido de carbono (um composto ácido). À medida que mais ácido (CO2) ingressa na corrente sanguínea com a excreção das células, mais bicarbonato deve ser produzido, ou mais CO2 deve ser excretado para fora do corpo.


À medida que mais base entra na corrente sanguínea, mais dióxido de carbono e menos bicarbonato são produzidos, ou seja, menos a excreção de CO2. Em ambos os casos, o efeito sobre o pH é minimizado pelo tampão. O dióxido de carbono é um subproduto importante do ciclo de Krebbs e, consequentemente, é produzido constantemente pelas células. O sangue transporta o dióxido de carbono até os pulmões utilizando a Hemoglobina aderida ao CO2 (11% do gás), dissolvido no plasma sanguíneo (8%) e como íon Bicarbonato (81%), responsável pela variação do pH do sangue. Os centros de controle respiratório localizados no cérebro regulam a quantidade de dióxido de carbono que é expirado, controlando a velocidade e “profundidade” da respiração.



 Hematose

A hematose é o fenômeno da troca de gases que ocorre no interior dos alvéolos pulmonares e consiste na conversão do sangue venoso (rico em gás carbônico) em sangue arterial (rico em oxigênio). Essa conversão nada mais é do que a difusão passiva a favor do gradiente Nos alvéolos pulmonares a concentração de oxigênio é bem maior do que a dos capilares sanguíneos, por isso o gás oxigênio presente nos alvéolos passa para os capilares sanguíneos. 



       Depois, penetra nas hemácias e se combina com a hemoglobina, pigmento respiratório que apresenta quatro cadeias de aminoácidos combinadas com um grupo que contém ferro (o grupo heme). Esse pigmento recebe como nome Oxi-hemoglobina após a junção com o oxigênio, permitindo o transporte desse gás até os tecidos sem ocorrer a formação de êmbolos.

          Exercício

       Durante o exercício, como já foi dito no blog, a necessidade energética aumenta, e portanto o ciclo de Krebbs se torna mais ativo. Para a produção de suas enzimas e coenzimas, uma outra via produtora de ATP é ativada, a Cadeia de transporte de elétrons. A maior necessidade de oxigênio encontra-se nessa via, pois na falta das coenzimas do Oxaloacetato, o Piruvato se converte em Lactato e dificulta a entrada no ciclo de Krebbs. O aumento da necessidade de Oxigênio juntamente com a grande excreção de gás carbônico decorrente do metabolismo, ativa alguns mecanismos que aumentam a taxa respiratória do indivíduo, como expansão da área de contato dos alvéolos, melhora na contração dos músculos lisos do pulmão devido a adrenalina, respiração ofegante (rápida e curta) e até mesmo o bocejo, que é um mecanismo de defesa para a baixa absorção de oxigênio em ocasiões críticas.
       Como a respiração adequada para o exercício é essencial para um bom desempenho, existem técnicas para melhorá-la, já que além dos músculos pulmonares lisos, um músculo esquelético está envolvido na respiração, e pode ser controlado e exercitado para melhor respiração. O relaxamento, alongamento e concentração são necessários para aprender a respirar bem, por isso muitos sites de Yoga e Shiatsu, entre outros, ensinam os princípios da respiração correta.


Por Lucas Ferreira

Fontes:
sexta-feira, 1 de junho de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Vitamina C na prática esportiva



Olá, leitores assíduos!

            Hoje iremos falar um pouquinho sobre os efeitos da vitamina C no organismo humano e suas influências na atividade física. Vejamos:

            Durante a prática esportiva, existe uma consequente liberação maior de radicais livres. E o que são radicais livres? Pode-se dizer que são átomos ou moléculas em desequilíbrio, altamente reativos, com  um ou mais elétrons não pareados, que vêm em busca de outro elétron. Ao tentar seu equilíbrio, o radical livre vai na direção de outro elétron, que pode estar na membrana ou no DNA do núcleo.

           Dados experimentais confirmam que durante a prática de atividade física prolongada de alta intensidade pode-se aumentar em 10 vezes ou até mais o consumo de oxigênio nos músculos, o que intensifica a produção de radicais livres, gerando lesão das células e tecidos. Essas lesões podem ocorrer pois as moléculas de oxigênio, na necessidade desesperada de se estabilizar quimicamente, formam o superóxido que, por sua característica polar, acaba danificando as membranas celulares e os tecidos.  


       


       E isso não para por ai! Os indivíduos que praticam exercícios de forma intensa e extrema podem ter um aumento no risco de doenças respiratórias, pois os radicais livres produzidos durante o exercício afetam negativamente o sistema imunológico. Mas e agora? Quem poderia ser utilizado para regenerar este sistema? A vitamina C. 






           O ácido ascórbico (Vitamina C) é considerado um dos mais potentes antioxidantes,  podendo atuar juntamente com as vitaminas A e E, por sua capacidade em doar elétrons e inibir os radicais livres, diminuindo em até 30% o estresse oxidativo. 
Outro fato relacionado à vitamina C, é que ela tem papel essencial no tecido conjuntivo, cartilagem e tecido ósseo (auxiliando na formação de colágeno), tecidos altamente essenciais no desempenho de um atleta.              
             Estudos demonstraram que a suplementação com a vitamina C por um tempo prolongado pode causar benefícios em relação à dor e à lesão muscular, e ainda melhora a condição física, pois, participa do retardo do inicio da fadiga. 




             Em condições normais, nosso organismo utiliza de 3 a 4% da vitamina ingerida, já o atleta de atividades intensas, tem um consumo de até 70%.
            Mas com nem tudo é perfeito, existem os efeitos colaterais de uma superdose da Vitamina C: diarreia e distúrbios gástrico-entéricos, excreção de oxalato e formação de cálculos renais, excreção de ácido úrico, aumento na absorção de ferro podendo levar a uma sobrecarga, diminuição nos níveis de vitamina B12 e cobre, aumento na demanda de oxigênio e até mesmo efeitos pró-oxidantes são alguns deles.
           Por essas consequências torna-se essencial o acompanhamento especializado para sua suplementação para que chance de um efeito adverso seja menor.
           A vitamina C é sintetizada pelas plantas e pela maioria dos mamíferos, porém, nós seres humanos não a sintetizamos, daí a necessidade de sua ingestão diária através da dieta.
           O mais indicado seria a ingestão diária de alimentos ricos nesta vitamina ou usar a suplementação conforme indicação de um nutricionista. Estudos confirmam que ela é melhor absorvida em menores doses e várias vezes ao dia, dessa forma as dosagens plasmáticas serão mantidas constantes ao longo de todo o dia.
          Boas fontes alimentares de vitamina C são, além de todas as frutas cítricas, o tomate, a pimenta vermelha, o rabanete, hortaliças de folhas verdes, manga, kiwi, melão, couve-flor, batatas, mamão, morangos, entre outros tantos. 



            É importante dizer que para exercer sua função antioxidante, a vitamina C em forma de ascorbil, deve estar sempre associada a outros antioxidantes, caso contrário ela terá um efeito oxidante.
          Vale lembrar mais uma vez que qualquer tipo de suplementação deve ser acompanhada de perto por um nutricionista. Então é isso, vida saudável com alta performance!


          Até mais!
Por Marcela Facundes de Novais

Referências:


Livro: Dieta Ortomolecular – Dra. Sylvana Braga. Novo século editora
Livro: Nutrição no esporte – Marcelo Saldanha e Reury Frank Pereira- Coleção Alta performance

Termogênicos

Dia após dia, inúmeros métodos para perder peso e queimar aquela gordura localizada surgem, alguns deles sem nenhuma base cientifica, enquanto outros são comprovados a funcionam, como é o caso dos termogênicos. Alimentos termogênicos são basicamente alimentos que aumentam a temperatura corporal e o metabolismo auxiliando assim um maior gasto energético.





Metabolismo é a quantidade de calorias que seu corpo utiliza para manter-se, essa taxa pode ser aumentada com a ingestão de alguns alimentos, como a pimenta, a canela, o chá verde e o gengibre. Por serem termogênicos, eles possuem um principio ativo de compostos adrenérgicos, que provocam aceleração nos batimentos cardíacos e mais disposição para atividades físicas e mentais, ocasionando um aumento de cerca de 1 grau na temperatura corpórea. Por estar acima dessa temperatura o corpo tem que, a partir de gasto energético, restabelecer o ideal. A energia necessária para essa regulação térmica corporal é proveniente do tecido adiposo, por isso os alimentos termogênicos são conhecidos como queimadores de gordura. Além de gerar esse aumento na temperatura corporal os termogênicos, por serem difíceis de metabolizar, obrigam o organismo a gastar mais energia com sua digestão.






Atualmente, suplementos alimentares termogênicos vêm sendo desenvolvidos para buscar melhores resultados na perda de peso e no desempenho de atividades físicas, porém cuidados devem ser tomados na busca de um suplemento que esteja de acordo com a lei e principalmente com a saúde. Existem dois tipos de suplementos termogênicos, os com efedrina e os sem. A efedrina é um composto muito usado nesses tipos de suplementos, pois maximiza os resultados desejados, porém trazem riscos graves, que ocasionaram na proibição desse composto no Brasil e na maioria dos estados norte americanos. Esse composto é uma amina similar aos derivados sintéticos da anfetamina, ela faz o metabolismo acelerar, queimando mais gordura, mas causa uma forte dependência, seu uso contínuo causa perda de apetite, insônia. A superdosagem pode causar alucinações, tremores, alterações de humor, tontura, taquicardia, hipertensão e até levar a morte.
Por isso, antes da escolha de qualquer suplemento, a consulta com um nutricionista é de extrema importância. E o uso de algum suplemento termogênico não dispensa uma alimentação saudável e a pratica regular de atividades físicas , uma vez que o uso isolado desse tipo de suplemento não cause efeitos significativos no emagrecimento. A atividade física tem o melhor efeito termogênico no corpo, pois ela eleva a temperatura corporal significativamente. Alimentos e suplementos termogênicos são aliados, mas não milagrosos.




Por Victor Leão




Fontes:
Google imagens

terça-feira, 29 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Exercícios durante a gravidez



  Como todos sabem, o período de gestação é um período de drásticas mudanças no corpo da gestante, mas é bom ressaltar que gestação não caracteriza invalidez. Muitas gestantes praticam atividades físicas moderadas que não causam um estresse fisiológico como caminhada, natação e dança aeróbica.



                    


  A gravidez em seu estágio um pouco mais avançado apresenta uma série de problemas para a gestante; como a mudança de centro de gravidade, o aumento de peso, aumento da curvatura lombar da coluna (lordose), rotação anterior da pelve. A prática de exercícios físicos moderados pode aliviar essas tensões na coluna e aumentar a flexibilidade, e ainda proporcionar  num período de descanso após o exercício o relaxamento muscular e mental, aliviando o estresse causado pela gestação.

  Dentre todos os benefícios causados pelo exercício nesse período, um dos mais almejados é o controle de peso! Com a prática dessas atividades o condicionamento físico aumenta; os efeitos estimulantes diretos da progesterona e a maior sensibilidade dos quimiorreceptores ao dióxido de carbono contribuem para a “hiperventilação” materna do exercício que eleva a reserva ventilatória da mãe e possivelmente inibe a dispnéia do esforço. A ativação dos grandes grupos musculares propicia uma melhor utilização da glicose e aumenta simultaneamente a sensibilidade à insulina, o que diminui os riscos dos bebês nascerem com sobrepeso.



                                                      


  É importante relembrar que a intensidade ou a regularidade com que se pratica os exercícios varia de acordo com o período de gravidez. É fundamental consultar um médico e um profissional de educação física para executá-los corretamente e saber se há condições de fazê-lo.

         Interromper o exercício e procurar orientação médica quando:

 - sinal de sangramento ou jato de líquido através da vagina;
- Fadiga excessiva, palpitações ou dor torácica;
- anemia, diabetes tipo I obesidade, gravidez múltipla e fumo;
- hipertensão induzida pela gravidez;
- histórico de dois ou mais abortos espontâneos ou partos prematuros;
- ingestão excessiva de álcool.


                                                                                                                         Por
Isabela Feitosa

Fontes: 
Livro: Fisiologia do exercício; energia, nutrição e desempenho humano.
segunda-feira, 28 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Anabolizantes, o que são?

             Muitas pessoas ouvem falar das chamadas "bombas", os esteróides androgênicos anabólicos (EAA), ou simplesmente anabolizantes, mas pouco realmente se é divulgado acerca de tais hormônios. Felizmente, a maior parte do pouco que sai na mídia exalta os pontos negativos do uso dos esteróides, embora na cultura popular, passada de boca em boca por praticantes de musculação, muitas vezes o que se ouve é justamente o contrário, um incentivo à utilização de anabolizantes, com promessas tentadoras de resultados muito rápidos em termos de ganho de massa.
           Tal fato não é uma inverdade, porém, é questionável o saldo positivo entre o uso de esteróides, afim do ganho de massa muscular rápido, e seus efeitos colaterais, que podem ser devastadores, levando até mesmo à morte.

         Mas afinal, o que são exatamente os tais anabolizantes? Precisamente, são uma classe de hormônios naturais ou sintéticos que promovem crescimento e divisão celulares rápido, especialmente dos tecidos ósseo e muscular, resultando assim num ganho de massa rápido. São geralmente derivados do hormônio sexual masculino, a testosterona. O uso promove o anabolismo, que é um processo metabólico que resulta em crescimento celular.




      Embora pareça inofensivo, o uso de esteróides anabolizantes pode causar consequências gravíssimas ao corpo humano.        Os esteróides anabólicos podem produzir inúmeros efeitos fisiológicos incluindo efeitos de virilização, maior síntese protéica, massa muscular, força, apetite e crescimento ósseo. Os esteróides anabolizantes também têm sido associados a diversos efeitos colaterais quando forem administrados em doses excessivas, e esses efeitos incluem a elevação do colesterol (aumenta os níveis de LDL e diminui os de HDL), acne, pressão sanguínea elevada, hepatotoxicidade, e até mesmo alterações na morfologia do ventrículo esquerdo do coração.

          Os mecanismos de ação diferem dependendo do esteróide anabólico específico. Diferentes tipos de esteróides anabólicos se ligam ao receptor de andrógeno em diferentes graus, dependendo de sua fórmula química. Alguns esteróides anabólicos não reagem fortemente com o receptor de andrógeno, usando a síntese proteíca ou glicogenólise para sua ação, enquanto outros esteróides reagem fortemente com o receptor de andrógeno.

           O uso de anabolizantes só é recomendado, e de alguma forma benéfico, a pacientes com alguma doença degenerativa, ou em reposição hormonal. Em alguns, casos, até mesmo para astronautas que permaneceram longos períodos no espaço.

          Enfim, a conclusão final é de que é extremamente recomendável que NÃO se utilize de meios "fáceis" para ganho de massa muscular. Afinal, o resultado pode ser rápido, mas alguns efeitos podem sair caros demais. Além disso, nada é mais satisfatório que o resultado desejado obtido após o real esforço na academia, sem o uso de anabolizantes!

                                                                                                    Por Mateus de Oliveira Braga



FONTES:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-os-anabolizantes-agem-no-organismo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Esteroide_anabolizante#Mecanismo_bioqu.C3.ADmico

http://anabolizantes-sao.blogspot.com.br/

sexta-feira, 25 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

Hormônios Pancreáticos

Olá seres ativos da internet!
     Hoje no blog continuaremos o assunto que para a maioria não está relacionado à atividade física, mas que está profundamente relacionado ao exercício, e principalmente, à uma vida saudável. Como foi dito no post anterior, o ser humano possui uma série de hormônios que controlam a maioria das reações fisiológicas (respostas ao ambiente e estímulos externos). Hoje veremos dois hormônios produzidos pelo pâncreas, a Insulina e o Glucagon.

Insulina

     A Insulina é o hormônio secretado pelas células-β do pâncreas, e é responsável pela exposição dos receptores GLUT-4. Esses receptores são proteínas da membrana celular responsáveis pela captação de glicose da corrente sanguínea para dentro das células que precisam de energia (isso é, todas as células do corpo humano). A ativação do GLUT-4 é tão importante para a célula que desencadeia várias outras funções, como alterações nos ciclos do metabolismo de glicose desta forma:


    Com o reconhecimento da insulina, os receptores são expostos, aumentando a absorção de glicose e desta forma aumentando a produção de glicogênio, de ácidos graxos, a Glicólise (dependendo da necessidade celular) e a absorção de aminoácidos extracelulares e diminuindo a síntese de glicose, a quebra de lipídeos e a quebra de proteínas. A principal ação da insulina no corpo é nas células musculares (maior disponibilidade de energia para a célula) e nos adipócitos (armazenamento e síntese de ácidos graxos).
    A deficiência desse hormônio prejudica a absorção de glicose, por isso aumenta a fome, a síntese de glicose a partir de outros compostos e diminui o tônus muscular (a insulina também dilata vasos da circulação periférica), a absorção de aminoácidos e potássio. 

Glucagon

    O Glucagon tem ação oposta à insulina em praticamente todas as respostas. Ele é secretado pelas células-α do pâncreas em períodos de jejum, e ativa os processos necessários para a manutenção dos níveis sanguíneos de glicose, como a gliconeogênese e a glicogenólise. Para manter as atividade normais do corpo, ele ativa o catabolismo de outras substâncias nutritivas, as proteínas e os lipídeos, e ativa a quebra de glicogênio hepático, sustentando a concentração de glucose no sangue. Como já foi dito no blog, os lipídeos são quebrados em maior taxa após o esgotamento do glicogênio muscular e hepático, por isso o glicogênio é tão importante para o emagrecimento.
    
Concluindo...

     Estes dois hormônios pancreáticos estão diretamente relacionados ao fornecimento de energia ao corpo, pois além de diversos tecidos serem influenciados pelas suas ações secundárias, eles tem grande afinidade pelos tecidos muscular, adiposo e hepático, e por isso suas irregularidades causam sérios problemas, principalmente a hipo e hiperglicemia. 
    Para cuidar bem desse órgão vital, evite o consumo exagerado de carboidratos simples (Glicose, Galactose e Frutose) e principalmente em jejum, evite qualquer carboidrato não-complexo para não forçar as células pancreáticas a trabalhar subitamente.


Por Lucas da Silva

Fontes
Bioquímica: Torres, Bayardo B., Marzzoco, Anita. Bioquímica Básica. 3.ed, Guanabara Koogan
quarta-feira, 23 de maio de 2012 | 0 comentários | By: --- Nutrition Trainning ---

GH, endorfinas e atividade física

Olá, queridos leitores !

            No post de hoje falaremos um pouco sobre como dois dos importantes hormônios produzidos pelo nosso organismo são influenciados pela prática esportiva e vice-versa.
             A maioria das pessoas sabe, ou já ouviu falar, do sistema endócrino. Resumidamente, o sistema endócrino é aquele que auxilia na integração e no controle das funções do nosso organismo. Os hormônios produzidos e secretados pelo sistema endócrino afetam o organismo por completo! Regulam o desenvolvimento, o crescimento , a reprodução e atuam também na percepção quando algo não vai bem dentro do corpo, seja isso um fator físico ou emocional.
              Falando em hormônios, estes são substâncias químicas sintetizadas por uma glândula hospedeira específica e são secretados para a corrente sanguínea e transportados por todo corpo realizando múltiplas funções.

              Mas afinal, o que esses hormônios têm haver com a atividade física?  É o que vamos ver agora.

 HORMÔNIO DE CRESCIMENTO HUMANO (GH)

              O hormônio de crescimento humano (GH) é produzido pela glândula hipófise. Entre várias de suas funções , destaca-se sua capacidade de aumentar a captação de aminoácidos e de síntese proteica pelas células e redução na quebra das proteínas. Por ser um hormônio lipolítico, acentua a utilização de ácidos graxos como fonte de energia em detrimento ao uso da glicose, resultando em uma diminuição do tecido adiposo.  Atividades físicas praticadas de forma intensa estimulam a liberação do GH e, quanto mais intenso for o exercício, maior será a liberação de GH. Pode-se observar que esse aumento reflete em um efeito benéfico para o crescimento da musculatura, dos ossos e do tecido conjuntivo e também atua no aprimoramento da mistura metabólica durante o exercício agindo em harmonia com o glucagon estimulando a via gliconeogênica.

ENDORFINAS

              A endorfina é uma substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer. A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até recomendado no tratamento de depressões leves.




           Pode-se dizer que elas aumentam gradualmente em resposta ao estímulo físico durante a prática esportiva. A elevação da beta-endorfina durante o exercício aumenta em até cinco vezes em relação ao nível de repouso, tendo valores ainda mais altos ocorrendo no cérebro!

          Para os exercícios aeróbicos, a intensidade da atividade praticada é o que influencia a estimulação das elevações dos níveos da beta-endorfina. Para os exercícios de resistência física, a liberação da beta endorfina responde diferentemente aos vários protocolos de exercícios, com o protocolo de maior duração do exercício e os intervalos entre ação e repouso mais longos a resposta hormonal torna-se maior. A intensidade e a duração do exercício são então responsáveis pela concentração de endorfina no sangue.






            Um estudo comparativo entre um exercício aeróbico (com cargas crescentes de intensidade) e outro anaeróbico (com duração máxima de 1 minuto) encontrou concentrações plasmáticas aumentadas de endorfina de forma muito semelhante. No exercício aeróbico esse nível alto de endorfina foi encontrado após ter sido alcançado o limiar anaeróbio (cerca de 75% do VO2 máx). Observou-se também relação direta entre as concentrações de endorfina e outros hormônios relacionados à atividade física como o ACTH e adrenalina. Entretanto, o efeito mais notável das endorfinas chama-se “Alegria do exercício” que é um estado emocional desencadeado pelas endorfinas  descrito por alguns como euforia e jovialidade durante a duração do exercício físico.



            Existem diversos outros hormônios que atuam na prática esportiva. Durante o decorrer do blog mostraremos em outras postagens as ações deles também no organismo humano quando relacionados à atividade física. Fiquem atentos às atualizações! 
              Até mais !
                 
Referências :
Tratado de Fisiologia Médica Guyton & Hall ed. 11
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922000000600001&script=sci_arttext

Por Marcela Facundes de Novais